(MINICONTO)
No começo, eram só uma velha ponte de madeira já corroída pelos desgastes naturais do tempo e um corpo com um belo rosto, cujo nome não me lembro, até o momento.
Era para ti, um início, já pra eu, era recomeço. Até que a velha ponte de madeira, no momento de um forte vendaval, não resistiu e se repartiu em vários pedaços, nos separando... ouvindo a tua voz, sem que pudesse te ver. Não sabendo de ti, mas eu, fui às águas, que no momento estavam em sua fúria e arrastando um barco que, pro meu socorro talvez, passava arrastando uma longa e espessa corda, onde me agarrei e fui arrastado. De repente, tudo ficou turvo e não mais ouvi a tua voz! Recolhi-me através da corda, cheguei até o grande barco, exausto, deixei-me ser conduzido, num barco, tão perdido quanto eu, naquele momento. Algum tempo depois, de repente um choque! Era a quilha rasgando as areias e aportando ao desconhecido. Na verdade nem tão desconhecido, apenas um lugar que agora estava muito diferente e com pessoas, sim, desconhecidas. Já não lembro daquele rosto ao qual o nome eu já havia esquecido.
Já de carona em um ônibus escolar, novas amizades, talvez novos rumos se trassavam. Descendo no conhecido, porém tão diferente lugar, parecia uma missão, uma busca, acho que de eu mesmo. De repente, assédio, respostas ao que eu precisava, sem mesmo ter perguntado...
De repente, sua voz me chama:
- (...),(...)!
Retornei, era só o início de um sonho que se tornara em pesadelo e dele eu retornei ao ouvir a sua voz!
Era só um pesadelo que naquele momento me atormentava;
Retornei, mas trouxe comigo as respostas do que não perguntei,
Mas que por elas, eu há tanto aguardava.
José Gomes
São Francisco de Itabapoana RJ-Brasil.



