sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O BEIJA-FLOR


SOU COMO UM BEIJA-FLOR, 
QUE CATIVADO NUM JARDIM EM BUSCA DE SUSTENTO,
DE FLOR EM FLOR, COLHO MEU ALIMENTO.
A CADA MANHA, COM ALEGRIA VOU SAUDAR;
A FLOR-MENINA, QUE O ORVALHO A FEZ DESABROCHAR.
MAS DE REPENTE, SINTO ALGO ESTRANHO ACONTECER;
AS FLORES ESTAO SUMINDO, OS VENTOS AUMENTANDO...
EM INSTANTES VEJO O MEU JARDIM DESAPARECER.
ENTAO OBRIGO-ME A DAR ASAS AO VENTO E VOAR;
MAS POREM EU PROMETO:
PASSARO ERRANTE HEI DE SER,
E POR MAIS JARDINS QUE EU VEJA,
JAMAIS IREI POUSAR;
VOAREI ONDE O VENTO ME LEVAR.
MAS SE O DESTINO PERMITIR,
E O VENTO ME PERGUNTASSE ONDE DESEJO SER LEVADO,
EU PEDIRIA QUE FOSSE AO MEU JARDIM QUERIDO,
NA ESPERANÇA DE NOVAMENTE VÊ-LO FLORIDO.
E SE ENTÃO FLORIDO ESTIVESSE,
MINHA PROMESSA QUEBRARIA;
E SEM MEDO DE ERRAR,
DE NOVO POUSARIA.
MAS SE O DESTINO NÃO ME PERMITISSE TAL ALEGRIA;
DE TRISTEZA COM CERTEZA MORRERIA.
E SE ALGUÉM, AO PASSAR SE PERGUNTADO O POR QUÊ,
O POR QUÊ DE TAMANHA TRISTEZA ONDE FORA UM DIA UM JARDIM?
SEM RESPOSTAS, COM CERTEZA CONSTRUIRA ALI,
UM NOVO JARDIM;
SEM SEQUER SABER QUE O HAVIA CONSTRUIDO SOBRE OS RESTOS DE MIM.

                                                                    J.P.GOMES

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MEU ELO PERDIDO

 Uma noite de solidão,  Penumbra triste e fria... Que ninguém ouse contar de ti, os segundos, Nem há quem possa adivinhar quanto tempo durar...